Fábio Baracho
02/07/2020 | 09:21:22

Com 17 anos comecei a malhar. Queria perder aquele físico franzino e adquirir músculos (rsrsrs). Consegui!!!! Logo depois um amigo me chamou para fazer aulas de Taekwondo o que não deu muito certo. Comecei a ter lesões uma atrás da outra e voltei a praticar só a musculação. Comecei a gostar, gostar, coisa que se faltasse algum dia, poderia até adoecer. E acreditem, não era brincadeira. Adoecia mesmo. Aos 30 anos sofri um acidente de moto no qual eu tive fratura exposta de Tibia e fíbula e que me afastou por um ano da academia. Não podia praticar nenhum exercício. Comecei a perder massa muscular e junto disso comecei a crises de ansiedade que chegaram a beirar a depressão. Após intermináveis doze meses o médico me liberou para voltar a praticar algum exercício. Caminhada foi o indicado para começar a fortalecer a região afetada já que eu durante doze meses fiquei sem colocá-la no chão. Comecei devagar e com teimosia e sem autorização médica comecei a trotar.
Se passaram seis meses e a caminhada começou a fazer parte da minha rotina. Voltei para academia e percebi que além da fratura "ganhei" também uns quilinhos a mais. Queria voltar ao meu peso de antes que era de 99kg (de músculos) distribuídos em 1,75cm. A academia estava me fazendo muito bem mas comecei a me apaixonar por uma coisa que até então nunca tive interesse: A corrida. Comecei a correr 3km, 4km e isso começou a fazer parte da minha rotina. Chegava do trabalho e se não tivesse coragem para malhar mas tinha que dá umas voltinhas na praça. E assim comecei um esporte que hoje me faz muito bem. Corro todos os dias 15km. Participo de corrida de rua, de trilhas e com 43 anos posso lhe garantir: CORRER É O MELHOR REMÉDIO.
Fábio Baracho
(Atleta amador)