Febre entre quem busca bem-estar e produtividade, o matcha também tem conquistado espaço na rotina de quem treina. Segundo Margaretth Arruda, co-diretora do Instituto de Medicina Sallet, a bebida vai muito além da tendência estética e pode se tornar uma aliada real da performance esportiva.
De acordo com a especialista, o processo de produção do matcha é o que garante seus benefícios diferenciados. “O matcha não é apenas uma tendência de bem-estar, ele é um excelente aliado da performance esportiva”, afirma Margaretth. Como é feito a partir das folhas inteiras da Camellia sinensis moídas até virarem pó, o matcha preserva uma concentração muito maior de nutrientes e fitoquímicos do que o chá verde tradicional.
“Para quem treina, ele atua estimulando o sistema nervoso central, o que aumenta o estado de alerta, reduz a percepção de esforço durante a atividade física e otimiza a oxidação de gorduras”, explica a co-diretora do Instituto de Medicina Sallet.
Na comparação com o café, tradicional aliado do pré-treino, a diferença está na combinação entre cafeína e L-teanina, aminoácido presente em grande quantidade no matcha. “A grande diferença está na sinergia entre a cafeína e a L-teanina”, pontua Margaretth. Enquanto o café proporciona um pico rápido de energia, que pode gerar ansiedade, taquicardia e o chamado efeito rebote, o matcha promove uma liberação gradual e prolongada de cafeína. Segundo a especialista, a L-teanina induz um estado de relaxamento focado sem causar sonolência e, em combinação com a cafeína presente no matcha, promove energia mais estável, melhora da concentração e reduz o nervosismo comum ao café.
Quanto ao momento ideal para o consumo, a recomendação é clara. “O ideal é consumir o matcha entre 30 e 45 minutos antes do início do treino”, afirma Margaretth. Esse intervalo é o tempo necessário para que a cafeína e os compostos bioativos sejam absorvidos pelo organismo e atinjam o pico de ação, garantindo o início do exercício com máximo foco e disposição.
Apesar dos benefícios, a especialista alerta que o matcha não é indicado para todos. Rico em cafeína e substâncias estimulantes, ele deve ser evitado ou consumido com cautela por gestantes, lactantes, pessoas com hipertensão descontrolada, arritmias cardíacas ou quadros de ansiedade e insônia, principalmente em treinos noturnos.
“No Instituto de Medicina Sallet, nós sempre reforçamos que a individualidade metabólica deve ser respeitada”, destaca Margaretth. Segundo ela, o que funciona para um atleta pode não ser seguro para outro, o que torna o ajuste de dose e a avaliação de tolerância com um profissional fundamentais para o consumo seguro do matcha.
Por: Elizama Modesto
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