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Frevo: A alma que move Recife, com a energia da Maratona Internacional do Frevo

O frevo não é apenas um ritmo — é um símbolo pulsante da alma pernambucana. Nascido nas ruas do Recife no final do século XIX, o frevo surgiu da mistura vibrante entre marchas militares, capoeira e a efervescência popular dos carnavais de rua. Seu nome vem de “ferver”, uma referência perfeita à energia contagiante que toma conta de quem escuta seus metais acelerados e vê seus passos acrobáticos.

No coração do Recife, cidade que respira cultura e tradição, o frevo se consolidou como uma das maiores expressões artísticas do Brasil. As ladeiras históricas, os becos e as pontes da capital pernambucana já foram palco de disputas musicais entre bandas, enquanto capoeiristas transformavam movimentos de luta em dança, criando o que hoje conhecemos como o passo do frevo — ágil, criativo e absolutamente único.

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o frevo transcende gerações. Ele é resistência, identidade e celebração. Cada sombrinha colorida que gira no ar carrega histórias de um povo que nunca deixou sua cultura esfriar — pelo contrário, sempre a manteve fervendo.

E é nesse espírito de paixão e movimento que surge a Maratona Internacional do Frevo, um evento que une tradição e modernidade em uma celebração grandiosa. Muito mais do que uma competição, a maratona é um encontro de culturas, onde bailarinos, músicos e admiradores de diversas partes do mundo se reúnem para vivenciar a intensidade do frevo em sua essência.

A Maratona Internacional do Frevo transforma o Recife em um verdadeiro palco a céu aberto, reforçando o protagonismo da cidade como berço dessa manifestação cultural. É um momento em que passado e presente dançam juntos, mostrando que o frevo continua vivo, evoluindo e encantando novos públicos.

Falar de frevo é falar de orgulho. É falar de um povo que encontrou na música e na dança uma forma de expressão potente, alegre e resiliente. É sentir no peito o som dos metais, ver nas cores das sombrinhas a diversidade da nossa gente e reconhecer que, em Pernambuco, cultura não é apenas herança — é identidade viva, que pulsa forte e contagia o mundo.

Aqui, o frevo não se explica apenas. Ele se sente. Ele se vive. Ele ferve.



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