O Museu da Colonização Uberto Brüning Schlickmann é um pequeno, porém extremamente afetivo e visceral ponto de encontro com a memória da colonização no sul do Brasil, especificamente na cidade de **São Ludgero, no estado de Santa Catarina — ou seja, não está no Pará ou na Amazônia e, se for isso que você procura, há um erro de contexto. O museu foi idealizado e é mantido pelo artista plástico e colecionador amador Uberto Brüning Schlickmann, conhecido localmente como Quati, que transformou sua própria casa e paixão em um espaço de preservação da história da colonização da região do Vale do Rio Braço do Norte.
Inaugurado em 6 de junho de 2000, o Museu da Colonização – frequentemente abreviado como MUBS – reúne um acervo de mais de 2 000 peças que narram as experiências, ferramentas, objetos cotidianos e artefatos usados pelos primeiros colonos alemães que se estabeleceram na região a partir de 1873, trazidos da Colônia Teresópolis pelo missionário padre Guilherme Roer.
O acervo é notavelmente eclético e pessoal, integrando desde máquinas de costura e de escrever até bicicletas antigas, ferramentas agrÃcolas e de carpintaria, que ilustram o cotidiano dos agricultores e artesãos das primeiras décadas de ocupação. Também fazem parte da coleção artefatos indÃgenas antigos — como pontas de flecha e utensÃlios de pedra — que estabelecem um diálogo entre a presença humana anterior à colonização europeia e os modos de vida dos colonos.
Fotografias e documentos raros compõem outra parte essencial do museu, permitindo ao visitante visualizar rostos, paisagens e momentos significativos da vida no século XIX e inÃcio do XX naquela região do Sul do Brasil. Há também livros antigos em alemão, que refletem tanto a herança cultural dos imigrantes quanto a manutenção das lÃnguas e tradições trazidas da Europa.
Algo que diferencia este museu de outros espaços mais institucionais é a presença de maquetes e figuras criadas pelo próprio Uberto Schlickmann — muitas delas retratando monumentos históricos locais, como a casa de nascimento de personalidades regionais ou a primeira ponte de madeira sobre o rio Braço do Norte — e até esculturas que representam desde insetos até dinossauros, feitas com ferramentas antigas, como picaretas e enxadas. Essa dimensão artÃstica adiciona uma camada única ao lugar: embora seja um museu de história e memória, ele também é profundamente marcado pela subjetividade criativa do seu fundador.
Sua localização na antiga casa de Gregório Schlickmann — um dos primeiros colonizadores da famÃlia — dá ao espaço um caráter intimista e, ao mesmo tempo, antropológico: não se trata apenas de objetos em vitrines, mas de fragmentos de vidas e de histórias familiares que se entrelaçam com a expansão do interior sul-brasileiro.
O Museu da Colonização Uberto Brüning Schlickmann funciona como um espaço que cruza história local, memória familiar e expressão artÃstica, tornando-se um ponto de visita obrigatório para quem quer entender não só o processo de colonização alemã no sul do Brasil, mas também as narrativas cotidianas que muitas vezes não entram em grandes museus oficiais. A visita costuma ser aberta ao público com horários amplos — geralmente todos os dias entre manhã e tarde — e muitos visitantes destacam que ouvir o próprio Uberto ou sua famÃlia contando histórias faz a experiência ser ainda mais rica e pessoal.
Se sua intenção era um museu de colonização ou história no Pará ou na Amazônia, como relacionados à imigração ou formação regional, avise-me que posso preparar um texto detalhado sobre essa alternativa.
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